Notícias

ANTRA marca 1ª ‘Marsha’ da Visibilidade Trans para janeiro de 2024

A mudança para “Marsha” é proposital: trata-se de uma homenagem à icônica Marsha P. Johnson, uma das heroínas da resistência trans.

Marsha P. Johnson. (Foto: Reprodução)
Marsha P. Johnson. (Foto: Reprodução)

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) anunciou, na última segunda-feira (30), a data da 1ª Marsha Nacional pela Visibilidade Trans do país. A mobilização será realizada no dia 28 de janeiro de 2024, em Brasília (DF), a partir das 13h.

Conforme o comunicado nas redes sociais, no próximo ano marca os 20 anos da Visibilidade Trans no Brasil. “Desde 2004, o Dia Nacional da Visibilidade Trans tem sido fundamental para aumentar a conscientização sobre os desafios e conquistas da comunidade trans e travestis no país”, diz uma parte do texto.

1ª Marsha Nacional pela Visibilidade Trans do país. (Foto: Divulgação)
1ª Marsha Nacional pela Visibilidade Trans do país. (Foto: Divulgação)

A mudança para “Marsha” é proposital: trata-se de uma homenagem à icônica Marsha P. Johnson, uma das heroínas da resistência trans. “Vamos celebrar nossa jornada ao longo dos últimos 20 anos desde que entramos pela primeira vez no congresso nacional, honrar nossa história de 30 anos de atuação no país, e lutar por um futuro mais seguro e vivível”, termina o texto do comunicado. Mais detalhes devem ser divulgados nas próximas semanas.

Quem foi Marsha P. Johnson?

Marsha P. Johnson. (Foto: Getty Images)
Marsha P. Johnson. (Foto: Getty Images)

Marsha P. Johnson (24 de agosto de 1945 – 6 de julho de 1992) foi uma ativista americana pela libertação LGBT no início dos anos 1970. Ela foi uma das figuras proeminentes no levante de Stonewall em 1969. Johnson foi membro fundadora do Gay Liberation Front e cofundou o grupo ativista Street Transvestite Action Revolutionaries (S.T.A.R.), ao lado de sua amiga próxima Sylvia Rivera.

Nascida em Elizabeth, Nova Jersey, Johnson começou a usar vestidos aos cinco anos, mas parou temporariamente devido ao assédio que sofria. Ela se mudou para Nova York aos 17 anos com apenas $15 e uma sacola de roupas. Johnson inicialmente usava o apelido “Black Marsha”, mas depois escolheu o nome “Marsha P. Johnson”, tirando “Johnson” do restaurante Howard Johnson’s na 42nd Street. O “P” significava “pay it no mind” (não ligue para isso), uma frase que ela usava sarcasticamente quando questionada sobre seu gênero.

Marsha P. Johnson também foi ativa na cena artística de Nova York, modelando para Andy Warhol e atuando com o grupo de performance Hot Peaches. A partir de 1987, ela se tornou uma ativista na causa HIV com o grupo ACT UP.

O corpo de Johnson foi encontrado flutuando no Rio Hudson em 1992. Inicialmente, a polícia de Nova York classificou sua morte como suicídio, mas controvérsias e protestos seguiram o caso, que foi eventualmente reaberto como um possível homicídio.

Legado e Homenagens

Marsha P. Johnson é lembrada como uma das primeiras a frequentar o Stonewall Inn e é considerada uma das pessoas que estiveram na vanguarda da resistência contra a polícia durante os tumultos de Stonewall. Em 2020, o East River State Park no bairro de Williamsburg, em Brooklyn, Nova York, foi renomeado como Marsha P. Johnson State Park, tornando-se o primeiro parque estadual de Nova York a ser nomeado em homenagem a uma pessoa LGBTQ.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo