Catto apresenta ‘exorcismo’ pessoal no Festival CoMA com o novo álbum ‘Caminhos Selvagens’

Após sucesso em tributo a Gal Costa, artista trans não binária sobe ao palco do CCBB neste domingo (24) em nova fase, com guitarras ácidas e letras confessionais.

A cantora Catto. (Foto: Gustavo Koch)
A cantora Catto. (Foto: Gustavo Koch)

Após uma imersão intensa e aclamada no repertório de Gal Costa, a cantora e compositora Catto, 37 anos, sobe ao palco do Festival CoMA, no CCBB Brasília, neste domingo (24), às 20h, para apresentar um capítulo radicalmente novo e pessoal de sua carreira: o álbum “Caminhos Selvagens”.

Primeiro trabalho autoral da artista em sete anos, o disco é descrito como um “exorcismo” pessoal, trocando a MPB pela sonoridade de “guitarras ácidas e romantismo sombrio”. O show promete uma performance visceral, com guitarras distorcidas e arranjos orquestrais, refletindo uma fase de profunda transformação para a artista.

“Caminhos Selvagens” se destaca pela honestidade brutal de suas letras. Catto revela que as canções são “100% verdade”, citando nomes e histórias reais de pessoas que marcaram sua vida. “Eu só não dei os sobrenomes porque o processinho ia comer solto”, brinca a cantora, que se inspirou em artistas como Alanis Morissette para criar um diário musical sobre sua juventude.

Essa nova fase artística é reflexo direto de uma jornada pessoal. Catto, que se define como “uma filha de Courtney Love e de Maysa”, relata que o período de criação do álbum coincidiu com sua transição de gênero e um momento de experimentação intensa. “Minha vida era sexo, drogas e rock’n’roll, um hedonismo sem fim”, conta. Hoje, para sustentar a performance no palco, ela adotou uma nova postura: “Para ser uma rockstar no palco, tenho que ser uma monja fora dele”.

A apresentação no CoMA é uma oportunidade para o público testemunhar o “florescimento de uma pessoa que estava louca para dar as caras”. O show de Catto se alinha perfeitamente ao manifesto do festival deste ano, “O Coração como Centro”, que propõe uma celebração da arte que emociona e conecta as pessoas com o que há de mais verdadeiro.

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