22ª Parada LGBTI+ de Madureira é neste domingo e reforça a luta contra o feminicídio e a LGBTfobia

Sob direção artística de Milton Cunha, evento une as baterias da Portela, Império Serrano e Beija-Flor; Nicole Bahls receberá o título de rainha da edição.

Parada LGBTI+ de Madureira reforça a luta contra o feminicídio e a LGBTfobia. (Foto: Arquivo)
Parada LGBTI+ de Madureira reforça a luta contra o feminicídio e a LGBTfobia. (Foto: Arquivo)

O subúrbio carioca será palco de uma das mais importantes manifestações de diversidade do país neste fim de semana. A 22ª Parada LGBTI+ de Madureira acontece no próximo domingo, 14 de dezembro, no Parque Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. O evento reforça seu caráter político e social ao levantar as bandeiras do combate ao feminicídio e à LGBTfobia.

Representando uma comunidade que soma cerca de 20 milhões de pessoas (12% da população adulta brasileira, segundo o Datafolha), a parada vai muito além da festa. Idealizado pela saudosa Loren do Buá e organizado por Rogéria Meneghel (presidente do grupo MGTT), o evento se consolidou como um espaço de resistência e visibilidade.

Ativismo e Interseccionalidade

A direção artística é assinada pelo carnavalesco e comentarista Milton Cunha, que enfatiza a necessidade de unir lutas sociais. Segundo Cunha, a batalha por justiça não é isolada.

“É responsabilidade de toda a sociedade se engajar nas lutas que vão nos levar a mais justiça social. Os LGBTQI+, que já lutam contra a LGBTfobia, vão se juntar na luta antirracista, na luta feminista do não feminicídio. Todas as questões de justiça interessam aos injustiçados”, declara o diretor artístico.

Ele ressalta ainda a vulnerabilidade específica das mulheres da comunidade: “A mulher LGBTQI+ está na linha de frente para ser morta, porque ela é fora da curva. Esses caras não querem mulheres que decidam seu próprio destino”.

Estrelas e Samba no Pé

A edição de 2025 traz um time de peso. A apresentadora e modelo Nicole Bahls receberá o título de Rainha da Parada, enquanto a intelectual e militante antirracista Carla Akotirene será honrada com a faixa de Madrinha 2025, simbolizando a união entre a pauta racial e a diversidade de gênero. A irreverente Inês Brasil também é presença confirmada.

A apresentação do evento ficará a cargo do trio formado por Milton Cunha, Bianca Monteiro e Sabrina Ginga. Como não poderia deixar de ser no berço do samba, a trilha sonora terá a força das baterias das escolas de samba PortelaImpério Serrano e Beija-Flor, além de DJs que prometem agitar o público a partir das 13h.

Cidadania e Saúde Gratuita

Reforçando o compromisso social, a Parada LGBTI+ de Madureira oferecerá uma ampla gama de serviços de saúde gratuitos para a população presente. A ação inclui:

Serviço:

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