Política

Ministério da Igualdade Racial repudia racismo contra Ludmilla e reforça: “Racismo é crime”

Em nota oficial, pasta manifesta solidariedade à cantora após ataques de apresentador na TV; ministra Anielle Franco destaca caráter estrutural da violência contra mulheres negras.

A cantora Ludmilla. (Foto: Reprodução/Instagram)
A cantora Ludmilla. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ministério da Igualdade Racial (MIR) manifestou-se oficialmente nesta sexta-feira (26) em solidariedade à cantora Ludmilla, após decisão da justiça sobre o episódio de racismo envolvendo o apresentador Marcão do Povo durante um programa de televisão. No posicionamento, a pasta repudiou o ocorrido e enfatizou que o racismo fere a dignidade humana e compromete os pilares da democracia brasileira.

O órgão lembrou que o racismo é um crime previsto em lei e não pode, sob qualquer circunstância, ser relativizado ou tratado como um exercício da liberdade de expressão.

Anielle Franco destaca violência contra mulheres negras

Além do posicionamento institucional, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, publicou um vídeo em suas redes sociais prestando apoio direto à artista. Franco ressaltou que o racismo “machuca e adoece”, alertando que ataques públicos contra mulheres negras em espaços de grande audiência não são fatos isolados, mas evidências de um racismo estrutural que precisa ser combatido diariamente.

“A liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para desrespeitar e praticar violências”, destaca um dos trechos centrais da nota emitida pelo ministério.

Leia a nota do Ministério da Igualdade Racial na íntegra:

“O Ministério da Igualdade Racial repudia e manifesta solidariedade à cantora Ludmilla, diante do episódio de racismo sofrido por ela durante um programa de televisão.
O racismo, independentemente do espaço em que é praticado, fere a dignidade, reforça desigualdades históricas e fragiliza a democracia. Racismo é crime e não pode ser naturalizado, normalizado ou ignorado, assim como a liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para desrespeitar e praticar violências.
O MIR reafirma seu compromisso inegociável com o enfrentamento ao racismo, com a promoção do respeito, da igualdade e da defesa dos direitos da população negra. A missão primeira do ministério é construir um país mais justo, inclusivo e igualitário para todos e todas.”

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