Eduardo Leite, gay assumido, lança pré-candidatura à Presidência

Casado com o médico Thalis Bolzan, o governador do Rio Grande do Sul oficializa disputa com manifesto focado em responsabilidade fiscal e combate à polarização política.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. (Foto: Vitor Rosa/Secom)
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. (Foto: Vitor Rosa/Secom)

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), oficializou nesta sexta-feira (6) sua pré-candidatura à Presidência da República. O anúncio, feito por meio de um “manifesto ao Brasil”, coloca no centro do debate nacional o primeiro político assumidamente gay a ocupar o cargo de governador na história do país e, agora, a buscar o Palácio do Planalto.

“Um governador gay, não um gay governador”

Desde que revelou sua orientação sexual em julho de 2021, no programa Conversa com Bial, Leite tem sido uma figura central na quebra de paradigmas na política brasileira. Na época, sua declaração — “Eu sou gay. E sou um governador gay, e não um gay governador” — ecoou como um marco de que a competência administrativa independe da orientação sexual.

Casado desde o fim de 2023 com o médico pediatra Thalis Bolzan, o governador utiliza sua trajetória pessoal para reforçar a defesa dos direitos LGBTQIA+ e o combate à homofobia. Ele reitera que sua vida pessoal é pautada pelo respeito e que sua gestão é focada em resultados para toda a sociedade.

O Manifesto

Em seu plano de governo preliminar, Leite destaca que o Brasil vive um “problema de direção” e que é preciso superar a divisão ideológica extrema.

Os pontos centrais da pré-candidatura incluem:

“Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Leite em suas redes sociais.

Próximos Passos

Com o anúncio, Eduardo Leite se posiciona como uma alternativa de centro, unindo uma agenda econômica liberal com um perfil social progressista e representativo. A expectativa agora gira em torno das articulações partidárias para consolidar sua base de apoio na corrida presidencial de 2026.

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