Elker Barros denuncia ataques de homofobia e racismo na Polícia Civil do DF
Ativista e influenciador alerta que "internet não é terra sem lei" e incentiva vítimas a registrarem ocorrência na delegacia especializada Decrin.

O ativista e influenciador Elker Barros registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Discriminação (Decrin), em Brasília, nesta quarta-feira (25). A denúncia ocorre após o influenciador ser alvo de uma onda de ataques homofóbicos e racistas em suas páginas nas redes sociais.
Segundo Barros, as ofensas e ameaças se intensificaram desde que ele passou a manifestar seus posicionamentos políticos publicamente. Em relato gravado em frente à sede da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele destacou que não tolerará a impunidade diante dos crimes de ódio.
“As pessoas precisam entender que internet não é terra sem lei. Crime é crime, e deve ser denunciado”, afirmou o ativista.
Fim da impunidade nas redes sociais
Em sua fala, Elker Barros reforçou que ninguém está isento de punição, independentemente de cargo ou influência. “Ninguém está acima da lei, absolutamente ninguém: políticos, empresários ou cidadão comum”, declarou.
O influenciador, conhecido por sua atuação ferrenha nos Direitos Humanos, utilizou o episódio para encorajar outras vítimas da comunidade LGBTQIA+ a buscarem as autoridades. “Você que é LGBT, que sofre homofobia nas redes sociais, precisa vir aqui na sede da Polícia Civil do Distrito Federal, na Decrin, que é a delegacia que apura esses crimes dessa natureza”, incentivou.
Combate ao preconceito e legislação
A Decrin é o órgão especializado no Distrito Federal responsável por investigar crimes motivados por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou orientação sexual.
A iniciativa de Elker Barros reforça a importância da criminalização da homofobia no Brasil, que desde 2019 é equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O registro oficial do boletim de ocorrência é o passo fundamental para que autores de comentários ofensivos e ameaças virtuais respondam judicialmente por seus atos.






