Anvisa proíbe venda e uso de lote falsificado de lubrificante íntimo K-MED
Agência identificou produtos com odor, embalagem e características diferentes das originais; uso pode trazer risco à saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de um lote falsificado de lubrificantes íntimos da marca K-MED em todo o país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24).
A decisão atinge o lote 2425576 dos produtos K-MED Hot Lubrificante Íntimo e K-MED 2 em 1 Gel Lubrificante Íntimo, classificados como dispositivos médicos.
O que motivou a proibição
Segundo a Anvisa, a própria fabricante oficial, a Cimed Indústria S.A., identificou no mercado unidades com características diferentes das originais — o que caracteriza falsificação.
Entre as irregularidades encontradas estão:
- mudança na coloração do frasco;
- tampa fora do padrão;
- diferenças na arte e na fonte da embalagem;
- erro de digitação nas informações do produto;
- ausência da letra “L” antes do número do lote;
- presença de odor “tutti-frutti”, embora o produto original seja inodoro.
A agência afirma que essas alterações indicam que os itens não foram produzidos pelo fabricante autorizado.
Risco à saúde
A Anvisa alerta que o uso de produtos falsificados pode representar risco à saúde, especialmente por alterações na composição.
No caso de lubrificantes íntimos, isso pode levar a:
- reações alérgicas;
- irritações;
- maior risco de infecções.
O que fazer se tiver o produto

A recomendação da Anvisa é que consumidores não utilizem unidades do lote proibido e interrompam o uso imediatamente.
Também é indicado:
- verificar o número do lote na embalagem;
- procurar orientação de um profissional de saúde em caso de sintomas;
- comunicar o caso aos canais oficiais de vigilância sanitária.
Fiscalização
A resolução determina a retirada dos produtos do mercado e proíbe qualquer tipo de circulação do lote falsificado.
A Anvisa também reforça que a comercialização de produtos falsificados é considerada infração sanitária e pode gerar penalidades.