Homem é preso por tentar matar ex-companheiro com canivete após encontro em Ceilândia
Vítima de 45 anos foi atingida por diversos golpes após relação íntima; autor confessou o crime em áudio enviado para a mãe.

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta terça-feira (7), suspeito de tentativa de homicídio contra seu ex-companheiro, de 45 anos. O crime ocorreu na QNN 7, em Ceilândia Centro, após um encontro marcado entre os dois na noite de segunda-feira (6).
De acordo com as investigações conduzidas pela 15ª Delegacia de Polícia, o agressor e a vítima mantinham um relacionamento anterior. Após saírem juntos e manterem relações íntimas na casa do suspeito, o jovem passou a desferir golpes de canivete de forma repentina, atingindo principalmente o rosto e o corpo do homem mais velho.
Fuga e Socorro Médico

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da confusão no corredor da residência. Mesmo ferida e sangrando, a vítima conseguiu escapar do local e buscar socorro por meios próprios no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O homem passou por um procedimento cirúrgico de emergência e segue sob cuidados médicos.
Prisão e Provas do Crime

Ao chegarem à residência do suspeito, os agentes da PCDF encontraram um cenário de violência, com sinais de luta corporal e vestígios de sangue tanto na área interna quanto externa do imóvel. O agressor foi localizado escondido dentro do banheiro, onde recebeu voz de prisão.
Durante a diligência, a polícia teve acesso a provas cruciais:
- Confissão em Áudio: O investigado enviou uma mensagem de voz para a própria mãe admitindo as agressões.
- Interrogatório: Na delegacia, ele confirmou o vínculo afetivo com a vítima, revelando que a versão dada inicialmente à mãe visava ocultar o relacionamento homoafetivo.
Consequências Jurídicas
O suspeito foi autuado por tentativa de homicídio e encaminhado à carceragem da PCDF, onde aguarda a audiência de custódia. Pelo Código Penal Brasileiro, a pena para este crime varia de 6 a 20 anos de reclusão, podendo ser reduzida de um a dois terços em razão do crime não ter se consumado.
A identidade dos envolvidos foi preservada pelas autoridades policiais conforme os protocolos vigentes.





