
Reconhecido como uma das vozes mais ativas na defesa dos direitos humanos no Distrito Federal, o ativista LGBTQIA+ Michel Platini disputa uma vaga de deputado distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo PSOL. A candidatura representa a tentativa de consolidar quase 30 anos de militância de rua, social e parlamentar em políticas públicas permanentes dentro da instituição.
A trajetória de Platini começou em 1996 no movimento estudantil, ainda aos 13 anos em Brazlândia, impulsionada pelo combate à falta de material escolar básico. Desde então, sua atuação expandiu-se para diversas frentes sociais no DF e em âmbito nacional.
Principais conquistas e frentes de atuação
Ao longo dos anos, a atuação de Michel Platini gerou impactos diretos em diferentes segmentos sociais no DF:
- Direitos LGBTQIA+ e Justiça: Presidiu o Grupo LGBT+ Estruturação — primeira entidade do segmento a receber o Prêmio de Direitos Humanos da Presidência da República — e coordenou o Brasília Orgulho por mais de uma década. Teve papel ativo na articulação no STF pela criminalização da LGBTfobia e na revogação do Estatuto da Família no DF.
- Sistema Prisional e Direitos Humanos: À frente do Conselho de Direitos Humanos do DF, liderou o mapeamento da população LGBT+ privada de liberdade e editou diretrizes nacionais para a internação dessa população em unidades prisionais.
- Acessibilidade e Comunicação: Tradutor e intérprete de Libras, fundou o primeiro sindicato da categoria no Brasil e esteve envolvido na Formulação do Estatuto do Intérprete de Libras (Lei nº 14.704/2023). Liderou a campanha Contagem Regressiva, fundamental para a implantação dos primeiros ônibus adaptados com elevadores no transporte público da capital.
- Causa Animal: Proponente da Plataforma Distrital de Defesa, Proteção e Dignidade Animal, estruturada sobre o Estatuto da Dignidade Animal para combater maus-tratos e o abandono de forma sistêmica.

Propostas para a Câmara Legislativa (CLDF)
O projeto “DF Humano” apresentado pela candidatura foca em pautas de saúde pública, inclusão e transparência:
- Saúde Trans e Mental: Criação do centro público Diagnóstico Já para agilizar laudos e exames, ampliação das unidades do CAPS e expansão dos ambulatórios trans com oferta de hormonização pelo SUS.
- Transparência no SUS: Publicização online e em tempo real da fila de atendimentos da rede pública de saúde.
- Acessibilidade Universal: Ampliação do acesso à saúde, transporte e serviços públicos para pessoas com deficiência e comunidade surda.





