São Paulo

Engenheiro é espancado após se afastar de ato pró-Lula e acaba internado; suspeita de homofobia

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi encontrado desacordado na madrugada deste sábado (24); grupo político e de apoio repudia violência.

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Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi espancado após se afastar de um ato político em Santos, SP. (Foto: Reprodução/Instagram)
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi espancado após se afastar de um ato político em Santos, SP. (Foto: Reprodução/Instagram)

O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi vítima de agressão física na madrugada deste sábado (24), em Santos, no litoral de São Paulo. O ataque ocorreu após a vítima se afastar de um ato político na Avenida Conselheiro Nébias. Ele foi encontrado desacordado e segue internado na Santa Casa de Santos.

Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, evento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 3h, o jovem se ausentou do grupo para ir ao banheiro.

Agressão e atendimento médico

Diante do atraso no retorno de Marcelo, amigos iniciaram buscas pela região. O jovem foi localizado inconsciente no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

A Prefeitura de Santos informou, em nota, que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou o transporte do engenheiro até a Santa Casa de Santos. O hospital não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da vítima.

A Polícia Militar confirmou que enviou uma equipe ao local, mas a vítima já havia sido socorrida quando os agentes chegaram. Atualmente, a motivação do crime e a identidade dos agressores permanecem desconhecidas. A reportagem buscou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Repúdio e alerta contra a homofobia

Em nota oficial, a Esquerdantina confirmou o ataque, solidarizou-se com Marcelo e seus familiares e cobrou investigação rigorosa das autoridades:

“Exigimos a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis. Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política.”

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