O cantor e compositor Jão publicou um mensagem direcionada a mães, pais, avós e familiares de pessoas LGBTQIA+ que ainda estão indecisos sobre o voto nas eleições. No depoimento, o artista faz um apelo para que o afeto e a proteção às pessoas amadas se sobreponham a divergências partidárias no momento de ir às urnas.
Jão iniciou a mensagem ressaltando como o apoio familiar e o acesso a ambientes seguros foram fundamentais para a sua trajetória pessoal e profissional:
“Eu tenho plena consciência de que sou uma pessoa bem-sucedida hoje porque fui acolhido pela minha família e porque tive oportunidade de estudar em uma universidade pública, onde fui abraçado e me senti seguro para me desenvolver”, afirmou o cantor.
Afeto e proteção acima de preferências políticas
Durante o pronunciamento, o músico reforçou que o cenário político atual exige uma reflexão que vai além de críticas ou escolhas partidárias. Para ele, o voto representa uma ferramenta direta de preservação de direitos e da integridade física e emocional da população LGBTQIA+.
- Direito à crítica preservado: O artista destacou que os eleitores devem continuar cobrando melhorias e mantendo suas posições críticas.
- Defesa da vida: Ressaltou que o momento atual exige combater a normalização de discursos de ódio e atitudes extremas.
- Gesto de cuidado: Convocou os familiares a pensarem no tipo de sociedade em que desejam ver seus filhos, netos e parentes vivendo e existindo com segurança.
Ao final do vídeo, Jão pediu para que os familiares considerem a importância do acolhimento na hora de votar, reforçando seu posicionamento em defesa do respeito à diversidade e do fortalecimento de políticas públicas inclusivas no país.
O cantor tem usando suas redes para pedir votos no Lula, um dia após o primeiro turno das eleições, e convocou seus fãs a se mobilizarem para a segunda etapa da disputa, marcada para 25 de outubro.
Na publicação, Jão afirmou que entende a frustração de parte dos eleitores com o resultado, mas ressaltou que os votos dos candidatos que não chegaram ao segundo turno não são automaticamente transferidos para os dois finalistas.
“Segundo turno não é uma conta matemática em que todos os votos dos outros candidatos automaticamente migram para um lado. As pessoas fazem novas escolhas, quem não votou pode votar, quem votou branco ou nulo pode escolher um candidato.”
No primeiro turno, os demais candidatos à Presidência somaram 9.316.747 votos, enquanto milhões de eleitores não participaram da votação.





