Jovem é morto por homofobia; suspeitos confessam oferta de armas para “matar um viado”

Investigação da Polícia Civil revela que Kennedy Rodrigues Campos, de 26 anos, foi vítima de um crime planejado; um adulto foi preso e um menor apreendido.

Kennedy Rodrigues Campos prestava serviços na UPA de Patos de Minas. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Kennedy Rodrigues Campos prestava serviços na UPA de Patos de Minas. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o assassinato de Kennedy Rodrigues Campos, de 26 anos, ocorrido no dia 10 de fevereiro em Patos de Minas, teve como motivação a homofobia. Segundo o delegado Luis Mauro Sampaio, os autores — um jovem de 19 anos e um adolescente de 17 — confessaram que receberam uma proposta de armas e drogas caso “matassem um viado”.

O Crime e a Dinâmica dos Fatos

O corpo de Kennedy, que era profissional de enfermagem, foi encontrado em seu apartamento após vizinhos relatarem gritos e manchas de sangue no corredor.

Investigação e Qualificação do Crime

PM esteve no local do crime para fazer a reconstituição nesta terça-feira, 10. (Foto: Toninho Cury/Reprodução)

Embora os suspeitos aleguem uma suposta dívida de drogas e “insinuações sexuais” para justificar a violência, a polícia foca na torpeza do motivo homofóbico. A existência de um grupo que teria encomendado a morte em troca de armamentos ainda está sob investigação.

“A vítima não seria necessariamente o Kennedy, ele foi escolhido porque supostamente devia um dinheiro… O que se sabe é que eles já vinham planejando o crime há algum tempo”, afirmou o delegado Sampaio.

Consequências Jurídicas

Quem era Kennedy Rodrigues Campos?

Kennedy era uma figura respeitada na área da saúde em Patos de Minas. Atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Em nota oficial, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba destacou sua dedicação:

“Kennedy atuava com compromisso e humanidade, exercendo a enfermagem com responsabilidade e profundo respeito às pessoas.”

O caso segue sob análise da Delegacia de Homicídios de Patos de Minas, que busca identificar os demais integrantes do grupo que teria incentivado o ataque.

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