
A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo ocorrido dentro de uma escola estadual na Zona Norte da capital paulista. O crime, que teria acontecido no final de fevereiro, envolve um estudante de 12 anos e quatro adolescentes, alunos do 7º e 9º anos da mesma instituição.
O caso foi registrado como ato infracional por estupro de vulnerável e está sob cuidados do 74º Distrito Policial, responsável pela área.
Cronologia dos fatos
De acordo com o boletim de ocorrência e relatos da família, o episódio ocorreu no dia 27 de fevereiro. A mãe da vítima percebeu uma mudança drástica no comportamento do filho ao retornar das aulas, o que a levou a investigar o que havia acontecido.
- O resgate: O irmão mais velho da vítima relatou que um colega de sala chegou a retirar o menino do banheiro após notar uma movimentação estranha no local.
- A confissão: Após o acolhimento da família, o garoto relatou ter sido alvo de abusos cometidos por quatro estudantes.
- Ameaça dentro da escola: No dia 2 de março, durante uma reunião com a direção e responsáveis, um dos suspeitos teria intimidado a vítima, afirmando que ele deveria “pensar bem” no que diria, sob ameaça de agressão física na saída da unidade.
Posicionamento das autoridades
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso corre sob sigilo para preservar a identidade dos menores envolvidos. Nesta terça-feira (10), o delegado Cícero Simão confirmou que a vítima, sua responsável e os responsáveis pelos suspeitos já foram ouvidos.
Já a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) emitiu nota repudiando qualquer forma de violência. Segundo a pasta:
- A Unidade Regional de Ensino Norte 1 abriu uma apuração preliminar sobre a conduta da gestão escolar.
- O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente após a denúncia.
- Equipes do Programa Conviva-SP e psicólogos foram enviados à unidade para orientar professores e alunos.
Impacto na vida da vítima
Atualmente, o adolescente não consegue retornar ao ambiente escolar devido ao trauma. Embora a escola tenha oferecido suporte psicológico interno, a mãe optou por buscar atendimento especializado via rede pública.
“Não tem condições do meu filho ir lá. Nas circunstâncias em que ele está, precisava ser acompanhado, e não está. Optamos pelo SUS e estamos na fila de espera”, desabafou a mãe em entrevista.
A investigação segue em andamento para apurar as responsabilidades e garantir a segurança dos estudantes da rede estadual.