Menino de 12 anos diz ter sido vítima de estupro coletivo por quatro colegas na escola

Mãe denunciou ocorrência após notar comportamento atípico ao voltar do colégio.Secretaria da Educação lamentou ocorrido e vai apurar conduta da gestão escolar. Vítima e adolescentes suspeitos de envolvimento prestaram depoimento à Polícia Civil.

Caso envolve quatro adolescentes e teria ocorrido dentro do banheiro da unidade; vítima de 12 anos e suspeitos já prestaram depoimento. (Foto: Stock)
Caso envolve quatro adolescentes e teria ocorrido dentro do banheiro da unidade; vítima de 12 anos e suspeitos já prestaram depoimento. (Foto: Stock)

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo ocorrido dentro de uma escola estadual na Zona Norte da capital paulista. O crime, que teria acontecido no final de fevereiro, envolve um estudante de 12 anos e quatro adolescentes, alunos do 7º e 9º anos da mesma instituição.

O caso foi registrado como ato infracional por estupro de vulnerável e está sob cuidados do 74º Distrito Policial, responsável pela área.

Cronologia dos fatos

De acordo com o boletim de ocorrência e relatos da família, o episódio ocorreu no dia 27 de fevereiro. A mãe da vítima percebeu uma mudança drástica no comportamento do filho ao retornar das aulas, o que a levou a investigar o que havia acontecido.

Posicionamento das autoridades

Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso corre sob sigilo para preservar a identidade dos menores envolvidos. Nesta terça-feira (10), o delegado Cícero Simão confirmou que a vítima, sua responsável e os responsáveis pelos suspeitos já foram ouvidos.

Já a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) emitiu nota repudiando qualquer forma de violência. Segundo a pasta:

  1. A Unidade Regional de Ensino Norte 1 abriu uma apuração preliminar sobre a conduta da gestão escolar.
  2. O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente após a denúncia.
  3. Equipes do Programa Conviva-SP e psicólogos foram enviados à unidade para orientar professores e alunos.

Impacto na vida da vítima

Atualmente, o adolescente não consegue retornar ao ambiente escolar devido ao trauma. Embora a escola tenha oferecido suporte psicológico interno, a mãe optou por buscar atendimento especializado via rede pública.

“Não tem condições do meu filho ir lá. Nas circunstâncias em que ele está, precisava ser acompanhado, e não está. Optamos pelo SUS e estamos na fila de espera”, desabafou a mãe em entrevista.

A investigação segue em andamento para apurar as responsabilidades e garantir a segurança dos estudantes da rede estadual.

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