Morte de mulher trans na Rua Augusta: O que a polícia investiga até agora

Corpo de Renata Almeida Dutra foi encontrado em apartamento no centro de SP; família levanta suspeitas sobre namorado.

Renata Almeida Dutra, de 43 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento com sinais de inchaço no rosto. (Foto: Reprodução/Instagram)
Renata Almeida Dutra, de 43 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento com sinais de inchaço no rosto. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte de Renata Almeida Dutra, uma mulher trans de 43 anos, encontrada sem vida em seu apartamento na Rua Augusta, região central da capital paulista. O caso, registrado na tarde da última terça-feira (31/3), mobiliza autoridades e gera comoção na comunidade.

Detalhes do ocorrido e perícia no local

Equipes da Polícia Militar foram acionadas para uma averiguação de rotina e, ao chegarem no edifício, encontraram familiares da vítima e o Samu, que já havia confirmado o óbito. Renata estava caída ao lado da cama, em posição de decúbito dorsal (de costas), apresentando inchaço no rosto e uma mancha roxa no antebraço direito.

Apesar das marcas físicas, o boletim de ocorrência detalha que:

Procedimento estético e o papel do IML

Renata Almeida Dutra, de 43 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento com sinais de inchaço no rosto. (Foto: Reprodução/Instagram)

A família relatou aos investigadores que Renata havia passado por um procedimento estético poucos dias antes. Essa informação é crucial, pois pode explicar o edema facial encontrado pelos peritos. Contudo, somente o laudo oficial do IML determinará se a causa da morte foi natural, decorrente de complicações cirúrgicas ou provocada por terceiros.

Imagens de segurança e suspeitas da família

Um dos pontos centrais da investigação envolve o namorado de Renata. Segundo a mãe da vítima, ele teria sido a última pessoa a vê-la com vida. Imagens das câmeras de monitoramento do prédio registram o homem entrando no edifício e seguindo até o 3º andar, onde morava a jornalista.

Cerca de sete horas depois, ele foi flagrado saindo do local portando objetos que, segundo a família, pertenciam a Renata.

“Ele levou boné, pegou duas sacolas da Re. Pegou coisa dela. Ele fez a rapa e ainda deixou a minha filha morta”, desabafou a mãe em relato emocionado.

Investigação em andamento

O caso foi registrado como morte suspeita pelo 4º Distrito Policial (Consolação). Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as diligências estão em andamento e que a polícia busca esclarecer o itinerário do suspeito e a causa exata da morte para verificar se houve crime de homicídio ou latrocínio.

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