Pabllo Vittar e Urias são confirmadas na edição de 30 anos da Parada LGBT+ de São Paulo
Amstel divulga atrações em meio a cenário de queda de 60% nos patrocínios privados e polêmica por PL que tenta barrar menores no evento.

A Amstel anunciou oficialmente na manhã desta quinta-feira (28) que as cantoras Pabllo Vittar e Urias serão as grandes headliners do seu trio elétrico (Trio 13) na 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. O evento acontece no dia 07 de junho de 2026 (domingo), na Avenida Paulista, trazendo o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”.
O show de Pabllo Vittar na Paulista terá um tom histórico: a artista celebra 10 anos de carreira musical e promete um repertório repleto de mega-hits como K.O., Amor de Que, São Amores e Seu Crime, além dos lançamentos recentes MEXE e TIC TIC. Já Urias apresentará a estética moderna de seu novo álbum, CARRANCA, cantando faixas como Voz do Brasil, Deus e Etiópia, sem deixar de fora o sucesso Diaba.
Além do trio elétrico, a Amstel confirmou presença em outros eventos do calendário do Orgulho em São Paulo:
- Feira Cultural da Diversidade (04 de junho, no Vale do Anhangabaú): Contará com estação de cerveja, bares parceiros e experiências exclusivas.
- Corrida do Orgulho: Prova de rua que deve reunir mais de 3 mil pessoas, com distribuição de Amstel Ultra na linha de chegada.
Queda severa nos investimentos corporativos e impacto bilionário
O anúncio das headliners ocorre em um momento financeiro delicado para a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP). A edição de 2026 registra uma redução de cerca de 60% no volume de patrocínios privados em comparação aos últimos anos, atingindo o menor patamar de investimentos desde 2018.
A retração corporativa contrasta diretamente com o retorno financeiro que o evento gera para a capital paulista. De acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apenas em 2025 a Parada LGBT+ movimentou R$ 548,5 milhões na economia local, consolidando-se como um dos principais motores do turismo e comércio da cidade.
Turbulência política: PL propõe proibir menores na Parada
A mobilização em torno do tema político deste ano ganha força após a aprovação em primeira votação, na última quarta-feira (20), do Projeto de Lei (PL) nº 50/2025 na Câmara Municipal de São Paulo. De autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), o texto proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que façam alusão ou fomentem pautas LGBTQIA+, vetando a participação de menores mesmo que acompanhados pelos pais ou responsáveis legais.
A proposta gerou forte reação de movimentos sociais e entidades de direitos humanos e passará por uma segunda votação em plenário antes de ser encaminhada para sanção ou veto do prefeito.
A evolução histórica da Parada SP
O gigantismo da manifestação atual contrasta com o seu início tímido. A trajetória do evento é marcada por resiliência e crescimento:
- 1996: A primeira manifestação ocorreu na Praça Roosevelt, organizada por um pequeno grupo pioneiro em prol dos direitos civis.
- 1997: O evento migrou para a Avenida Paulista em sua segunda edição, reunindo cerca de 2 mil pessoas.
- 2026 (Atualidade): Consolidada como a maior Parada LGBT+ do mundo, a organização estendeu suas atividades para o ano todo, promovendo o Cinemão Parada SP, o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, além da corrida e da feira cultural.





