Dupla é presa suspeita de roubar, extorquir e estuprar gays atraídos por aplicativos em Salvador

Prisões aconteceram durante operação realizada na última sexta-feira (26). Segundo a polícia, vítimas chegaram a ser mantidas em cárcere por horas durante as ações criminosas.

João Gabriel, à esquerda, e Rafael Mendes, à direita, foram presos por suspeita de roubar, extorquir e estuprar gays. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
João Gabriel, à esquerda, e Rafael Mendes, à direita, foram presos por suspeita de roubar, extorquir e estuprar gays. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Dois homens suspeitos de integrar um grupo investigado por roubos, extorsões, estupros e associação criminosa foram presos, na última sexta-feira (26), em Salvador. Conforme divulgou a TV Bahia, a dupla usava aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas, que são gays. 

Segundo a Polícia Civil (PC), além das prisões, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro da Federação — área periférica da cidade. 

A ação aconteceu durante a “Operação Pilot”, fruto de uma investigação iniciada há 40 dias. Até o momento, cinco vítimas já registraram ocorrências, porém as apurações indicam que o número pode ser superior a 15.

Os nomes dos presos não foram divulgados pela PC, a equipe de reportagem apurou que se tratam de João Gabriel Ornelas Ramos e Rafael Gonçalves Mendes. Os dois têm 23 anos.

As investigações, conduzidas pela 7ª Delegacia Territorial (DT) do bairro do Rio Vermelho, apontam que, após o primeiro contato, os encontros eram marcados, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Diante as vítimas, as ações criminosas aconteciam. (Entenda como agiam os suspeitos abaixo)

Veja abaixo como funcionava os crimes:

Conforme detalhou a PC, as ações aconteciam há cerca de cinco meses e o grupo tinha divisão de tarefas e escolha criteriosa das vítimas, sempre utilizando plataformas digitais para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos autores. 

O caso segue sob investigação e a polícia apura para identificar outras pessoas lesadas pelo grupo.

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