Polícia prende suspeito de matar mulher trans a facadas e tentar incendiar corpo

Homem de 22 anos confessou o homicídio e alegou reação a investida sexual; corpo da vítima foi encontrado com 25 perfurações.

Mulher trans é morta a facadas; suspeito é preso. (Foto: Reprodução)
Mulher trans é morta a facadas; suspeito é preso. (Foto: Reprodução)

Uma mulher transexual de 45 anos foi assassinada com ao menos 25 facadas no último sábado (4), no bairro Carajás, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um jovem de 22 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) sob suspeita de cometer o homicídio.

Segundo as autoridades, o homem confessou o crime e admitiu que tentou queimar o corpo da vítima para destruir vestígios. A identidade do suspeito não foi divulgada.

O que aconteceu: o relato do suspeito

De acordo com o boletim da Polícia Militar, o suspeito informou que conheceu a vítima na noite de sexta-feira (3) em uma adega, onde consumiram bebidas alcoólicas e cocaína. Na manhã de sábado, eles seguiram para o apartamento da mulher.

Em depoimento aos policiais, o homem alegou que cometeu o crime após a vítima fazer uma investida sexual sem o seu consentimento.

Cena do crime e apreensões

O corpo da vítima foi localizado no quarto do imóvel com mais de duas dezenas de perfurações e os cabelos parcialmente queimados. No local, a perícia encontrou:

Suspeito foi amarrado e agredido na rua

A prisão do homem ocorreu após a Polícia Militar receber dois chamados distintos no mesmo bairro. O primeiro denunciava o homicídio e o segundo informava que um indivíduo estava sendo agredido por populares na via pública.

Ao chegarem ao segundo endereço, os militares encontraram o suspeito ferido e amarrado a uma placa de sinalização de trânsito na calçada. Ele foi reconhecido por testemunhas através de descrições físicas e, após receber atendimento médico, foi conduzido à delegacia. Os responsáveis pelas agressões na rua fugiram e ainda não foram identificados.

Investigação em andamento: A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil por e-mail para verificar se o suspeito já apresentou defesa ou possui representação jurídica, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Sair da versão mobile