Minas Gerais

Conselheira tutelar trans Maryna Colucci é encontrada morta em MG; policial militar é preso

Vítima estava desaparecida desde o dia 21 e foi localizada com marcas de tiros na cabeça; crime acende alerta sobre a violência contra a população LGBTQIA+.

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Conselheira tutelar trans é encontrada morta em área rural de MG. (Foto: Reprodução/Instagram)
Conselheira tutelar trans é encontrada morta em área rural de MG. (Foto: Reprodução/Instagram)

A conselheira tutelar e professora de educação infantil Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (25) em uma área rural localizada entre os municípios de Jacuí e Fortaleza de Minas, no interior de Minas Gerais. Mulher trans com destacada atuação na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, Maryna estava desaparecida desde a última sexta-feira (21).

O corpo da vítima foi localizado enterrado em uma cova com cerca de dois metros de profundidade e apresentava marcas de disparos de arma de fogo na cabeça.

Prisão do suspeito e investigação

O principal suspeito do crime é José Sérgio de Oliveira, um policial militar de 43 anos. Ele foi preso em flagrante após apontar aos investigadores o local exato onde o corpo havia sido ocultado. De acordo com a Polícia Civil, o agente confessou o assassinato. As investigações continuam em andamento para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime.

Cenário de violência contra a população trans

O assassinato brutal de Maryna evidencia a vulnerabilidade contínua da comunidade LGBTQIA+ no Brasil, com foco na população trans. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam o tamanho do desafio:

  •  Aumento da violência: Os registros formais de homofobia e transfobia cresceram 35,6% entre 2024 e 2025.
  •  Subnotificação: Embora o mesmo levantamento aponte uma queda de 14,2% nos homicídios dolosos contra pessoas LGBTQIA+, especialistas ressaltam que o dado não indica melhora real, devido às limitações na coleta de informações e à persistência da violência estrutural.

O caso reforça a urgência de medidas concretas de proteção, combate à transfobia e rigor na responsabilização judicial, evitando que crimes de ódio sejam tratados com indiferença.

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