
Gillian Anderson encontrou o termo que melhor descreve sua orientação sexual. Aos 58 anos, a atriz afirmou ser pansexual em entrevista recente ao jornal The Australian, pondo fim a anos de especulações e declarações abertas sobre sua fluidez sexual e relacionamentos com homens e mulheres.
A revelação foi registrada em um perfil assinado pela escritora Nikki Gemmell. Na conversa, Anderson resgatou experiências do passado e detalhou seu entendimento atual sobre o desejo:
“Na minha juventude, tive relacionamentos com mulheres. Com homens e mulheres”, revelou a atriz.
A pansexualidade define a capacidade de sentir atração estética, afetiva ou sexual por pessoas, independentemente do gênero ou da identidade de gênero.
A evolução da autodescoberta
A declaração ao veículo australiano marca uma identificação mais direta da atriz com o termo, fruto de um longo processo de reflexão pessoal. Em 2024, durante promoção do livro “Want” — obra em que compilou relatos anônimos de mulheres sobre sexo e desejo para a revista The New Yorker —, Anderson já levantava o questionamento público: “Será que sou pansexual? Será que sou bissexual?”.
Durante a entrevista a Nikki Gemmell, a artista também compartilhou, com tom descontraído, o que mais atrai sua atenção fisicamente:
- Nos homens: atração por antebraços e mãos bonitas.
- Nas mulheres: preferência por lábios, nádegas e clavículas.
Atualmente, Gillian Anderson mantém um relacionamento de longa data com o dramaturgo Peter Morgan e é mãe de três filhos.
Ícone do público LGBTQIA+ e novos projetos
Conhecida mundialmente por interpretar a agente Dana Scully na lendária série “Arquivo X”, Anderson consolidou ainda mais sua conexão com o público LGBTQIA+ ao viver a terapeuta Jean Milburn na série “Sex Education”, da Netflix.
Seu próximo trabalho nos cinemas reforça essa representatividade. Ela está no elenco de Teenage Sex and Death at Camp Miasma, dirigido por Jane Schoenbrun. Na trama, Gillian interpreta uma atriz ligada a uma antiga franquia de terror que retorna às telas sob o comando de uma jovem diretora queer.
O impacto positivo de sua presença nos bastidores foi destacado pela colega de elenco Hannah Einbinder. Em artigo publicado pela revista Them, Einbinder elogiou o acolhimento de Anderson, descrevendo a veterana como uma fonte fundamental de apoio emocional durante as filmagens.