Justiça condena Edir Macedo e TV Record a pagar R$ 1,5 milhão por fala homofóbica

Decisão do tribunal considerou que fala de bispo em especial de Natal ultrapassou a liberdade de expressão.

TRF4 aumenta condenação de Edir Macedo e TV Record para R$ 1,5 milhão por homofobia. (Foto: Reprodução)
TRF4 aumenta condenação de Edir Macedo e TV Record para R$ 1,5 milhão por homofobia. (Foto: Reprodução)

Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) aumentou, nesta terça-feira (15), a condenação do bispo Edir Macedo e da TV Record por danos morais coletivos. O valor da indenização subiu para R$ 1,5 milhão devido a declarações homofóbicas proferidas pelo líder religioso durante um programa transmitido na véspera de Natal de 2022.

A decisão atende a recursos apresentados no processo movido por entidades dos direitos LGBTQIA+ e pelo Ministério Público Federal (MPF). Cabe recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Readequação das indenizações

A apelação julgada pelo TRF4 revisou os valores fixados em primeira instância em novembro de 2024 pela 10ª Vara Federal de Porto Alegre.

Relembre a fala e o processo

Na noite de 24 de dezembro de 2022, Edir Macedo declarou ao vivo no especial de Natal da TV Record:

“Você não nasceu mau. Ninguém nasce mau. Ninguém nasce ladrão, ninguém nasce bandido, ninguém nasce homossexual, lésbica… ninguém nasce mau. Todo mundo nasce perfeito com a sua inocência. Porém, o mundo faz das pessoas aquilo que elas são, quando elas aderem ao mundo.”

A ação civil pública foi ajuizada apenas dois dias após a transmissão pelas organizações NuancesAliança Nacional LGBTI+ABRAFH e o MPF. O vídeo foi retirado do ar por determinação da Justiça.

O que dizem os lados envolvidos

Procurados após a decisão desta terça-feira, a TV Record e Edir Macedo não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

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