
Um jovem de 18 anos investigado pela agressão contra o garçom Helzio Ramos Borges, de 60 anos, em um caso com suspeita de motivação homofóbica, se entregou à Polícia Civil no último domingo (13), em Catanduva (SP). O rapaz era considerado foragido.
A agressão aconteceu em 30 de agosto, na região central de Valparaíso (SP). Segundo informações da Polícia Civil, o caso é investigado como tentativa de homicídio. O mandado de prisão temporária contra o principal suspeito aponta tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe.
Garçom foi cercado e agredido
Imagens gravadas por uma testemunha mostram Helzio sendo cercado por um grupo de pessoas. Segundo a investigação, a confusão teria começado depois que o suspeito interpretou que o garçom estaria tentando paquerá-lo.
Helzio, porém, negou ter feito qualquer gesto com essa intenção. Em entrevista à TV TEM, afirmou que não percebeu a aproximação do suspeito e que não sabe exatamente o que teria motivado a abordagem.
Durante a agressão, o garçom foi atingido por golpes na cabeça e caiu no chão. Segundo o relato da vítima, mesmo depois de cair, ele continuou sendo agredido. A violência teria sido interrompida após pessoas que estavam nas proximidades intervirem.
Jovens aparecem nas imagens
Além do principal suspeito, outros jovens que aparecem nas imagens foram identificados e ouvidos pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, alguns deles afirmaram que não participaram das agressões e que tentaram apenas interromper a confusão. As imagens e os depoimentos fazem parte do inquérito que busca esclarecer a participação de cada envolvido.
Vítima precisou de atendimento médico

Helzio apresentou diversos hematomas na cabeça e recebeu atendimento inicialmente na Santa Casa de Valparaíso. Depois, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Mirandópolis, onde passou por duas ressonâncias magnéticas e recebeu alta posteriormente.
O garçom trabalha em festas, em um restaurante e também em uma feira da cidade.
Após a divulgação das imagens da agressão, moradores de Valparaíso se manifestaram em apoio à vítima e pediram a responsabilização dos envolvidos.
Investigação continua
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica da agressão e a participação dos envolvidos. A possível motivação homofóbica também está entre os elementos investigados.
O suspeito passou a responder ao procedimento após se apresentar espontaneamente em Catanduva. A entrega ocorreu enquanto ele era considerado foragido e havia contra ele um mandado de prisão temporária relacionado à investigação de tentativa de homicídio.
Atenção: até a conclusão da investigação e eventual decisão judicial, os envolvidos são considerados investigados ou suspeitos, e não condenados.





