
Artistas, influenciadores e personalidades LGBTQIA+ aderiram expressivamente a uma mobilização digital em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A ação, articulada nas redes sociais com a hashtag #overdeeamareloenosso, incentiva apoiadores a vestirem camisas verde e amarela e a utilizarem a bandeira do Brasil como forma de reocupar esses símbolos na reta final do período eleitoral.
O movimento ganha força no ecossistema digital com o engajamento de figuras públicas que buscam dissociar as cores da bandeira da apropriação política exclusiva feita pela extrema-direita nos últimos anos. Para a comunidade LGBTQIA+, a iniciativa carrega um significado adicional de pertencimento e patriotismo inclusivo.
Apropriação cultural e resgate de identidade
Nos últimos anos, o uso das cores nacionalistas associou-se prioritariamente a pautas conservadoras. No entanto, lideranças e criadores de conteúdo da comunidade queer ressaltam que o verde e o amarelo pertencem a toda a população brasileira, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.
A estratégia de engajamento busca combinar o apelo visual com mensagens sobre diversidade, Direitos Humanos e democracia, transformando a vestimenta verde e amarela em um ato de diversidade no debate político.
Impacto e repercussão nas redes virtuais
A mobilização rapidamente figurou entre os tópicos mais comentados do X (antigo Twitter) e do Instagram. Publicações com fotos, vídeos curtos e o tradicional gesto do “L” ganharam relevância orgânica, impulsionando a participação de novos seguidores e eleitores indecisos.
Especialistas em comunicação digital apontam que o envolvimento do segmento LGBTQIA+ em campanhas de resgate simbólico é crucial para ampliar a pluralidade das pautas eleitorais, promovendo uma representação mais ampla dos símbolos pátrios.