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Uber faz campanha contra motoristas e passageiros LGBTfóbicos

Iniciativa vem logo após duas mulheres transexuais serem expulsas a agredidas por motorista transfóbico em Brasília.

Com o aumento de notícias sobre casos de motoristas de aplicativos que são LGBTQfóbicos e agridem de diversas formas clientes LGBT, como o das mulheres transexuais que foram expulsas e agredidas por um motorista da Uber.

Para evitar esses crimes, a Uber iniciou no Brasil uma campanha espalhando pelas grandes cidades e também nas redes sociais da empresa cartazes e postagens contra o preconceito. Um deles está localizado em um ponto de ônibus, em São Paulo, com os dizeres: “Não respeita dois homens se beijando? A Uber não é para você”.

Nas redes sociais, a Uber também fez uma postagem revelando seu posicionamento e também contando que alterou o seu código de conduta para acabar de vez com todos os tipos de assédio, racismo, LGBTfobia ou qualquer outro tipo de violência. Confira:

“Nosso Código de Conduta

Acabamos de renovar nosso Código de Conduta, no qual reafirmamos nosso compromisso com respeito e segurança em nossos serviços entre motoristas parceiros, entregadores parceiros e usuários. E tem uma mensagem que queremos deixar muito explícita.

Se você comete assédio, racismo, LGBTfobia ou qualquer outro tipo de violência em viagens feitas por meio de nossa plataforma, a Uber não é para você.

Ou seja: se acha que pode dar em cima ou encostar sem permissão em motoristas ou passageiros (os), a Uber não é pra você.

Se você faz piadas sobre a cor/raça de alguém e acha que respeito ao próximo só deve acontecer quando o próximo é igual a você, já sabe né? Isso mesmo, a Uber não é pra você.

Sim, a Uber pode excluir da sua comunidade a conta de pessoas que não respeitem o Código de Conduta. Afinal, a gente acredita que respeito gera segurança, e segurança é inegociável.

Conheça e siga sempre as regras de nosso Código de Conduta, para que a Uber seja sempre para você.”

Motorista transfóbico

Duas mulheres acusam um motorista de aplicativo de agressão e transfobia, em Brasília. De acordo com as passageiras, um motorista da Uber se recusou a transportá-las ao perceber que as passageiras eram transexuais.

Nas imagens gravadas com o telefone celular (veja vídeo a baixo), é possível ver que o homem saiu do volante, abriu a porta traseira e mandou que elas saíssem do veículo. Quando as duas de recusaram a sair e falaram que chamariam a polícia – porque ele estava cometendo um crime – o motorista agrediu uma delas e saiu do local.

O caso ocorreu por volta das 11h da última quinta-feira (6), na Asa Sul. Contatada, a Uber disse que “não tolera qualquer forma de discriminação em viagens realizadas em sua plataforma”. A empresa afirmou que o motorista foi desligado da plataforma.

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