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Casal gay de estudantes são açoitados em público na Indonésia por amar

Punição ocorreu na província conservadora de Aceh, onde a sharia, lei islâmica, é aplicada.

Dois homens indonésios chegam para comparecer à audiência em um tribunal da Sharia. (Foto: CHAIDEER MAHYUDDIN / AFP)
Dois homens indonésios chegam para comparecer à audiência em um tribunal da Sharia. (Foto: CHAIDEER MAHYUDDIN / AFP)

Dois estudantes foram açoitados em público nesta quinta-feira (27) após serem considerados culpados de manter um relacionamento por um tribunal islâmico na província conservadora de Aceh, na Indonésia. A flagelação ocorreu em um parque na capital provincial, Banda Aceh, e atraiu a atenção de dezenas de pessoas.

Entenda o caso:

  • Punição: Um dos estudantes recebeu 82 chicotadas, enquanto o outro recebeu 77. As sentenças foram reduzidas em três chicotadas devido aos três meses que os jovens passaram detidos.
  • Contexto: A punição ocorreu em Aceh, a única província da Indonésia onde a sharia, a lei islâmica, é aplicada.
  • Sharia: A sharia é um sistema de leis islâmicas derivado do Alcorão, da suna (tradições do profeta Maomé) e da interpretação de estudiosos islâmicos. Ela abrange questões religiosas, morais, cíveis, criminais e familiares.
  • Relações LGBTQIA+: A maioria das interpretações tradicionais da sharia considera as relações entre pessoas do mesmo sexo pecaminosas e proibidas. As punições variam de acordo com o país e a escola de pensamento islâmico, incluindo pena de morte, prisão e punições corporais.
  • Críticas: Grupos de defesa dos direitos humanos criticaram a punição e acusaram uma tendência de discriminação contra a população LGBTQIA+ em Aceh.
Um membro da polícia da Sharia açoita um homem considerado culpado de amar outro homem sob a estrita lei islâmica da sharia. (Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP)
Um membro da polícia da Sharia açoita um homem considerado culpado de amar outro homem sob a estrita lei islâmica da sharia. (Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP)

Repercussão:

Andreas Harsono, pesquisador da Human Rights Watch para a Indonésia, declarou à AFP que “a intimidação, discriminação e abusos contra pessoas LGBTQIA+ em Aceh são como um poço sem fundo”.

Variações na aplicação da sharia:

É importante ressaltar que a aplicação da sharia varia amplamente entre os países e as correntes islâmicas. Enquanto alguns países, como Irã, Arábia Saudita e Afeganistão, aplicam punições severas, como pena de morte, outros, como Indonésia e Egito, aplicam punições como prisão, multas ou punições corporais.

Além disso, há estudiosos e muçulmanos progressistas que defendem uma interpretação mais inclusiva da sharia, enfatizando valores como compaixão, privacidade e liberdade pessoal.

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