“Ser uma popstar é ser do povo”, diz Liniker em entrevista à TV Cultura
Em entrevista ao programa Metropólis, a cantora celebrou a consagração do álbum 'Caju' e a recente temporada de shows com a Brasil Jazz Sinfônica na Sala São Paulo.

Consolidada como um dos nomes mais influentes da música brasileira contemporânea, Liniker vive o auge de sua carreira. Após levar para casa três estatuetas do Grammy Latino neste ano e realizar apresentações emocionantes na Sala São Paulo, a artista refletiu sobre o significado de sua popularidade em entrevista ao programa Metropólis, da TV Cultura, exibida na última segunda-feira (15).
Questionada sobre o status de estrela que alcançou com o sucesso estrondoso do álbum Caju, Liniker ofereceu uma definição democrática e inclusiva sobre a fama.
“Ser uma popstar é ser do povo. É estar na boca da criança, na boca do idoso, é estar na boca do LGBT, do hetero, do cis”, afirmou a cantora.
Para ela, a conexão com a plateia transcende rótulos e se manifesta na energia trocada durante as apresentações ao vivo: “É fazer o público sentir. Eu estou com o microfone e tem milhares de pessoas na minha frente, e as pessoas estão comigo, é a coisa mais bonita, é a magia mais bonita que quem trabalha com música tem”.
A consagração de ‘Caju’ no Grammy Latino
O ano de 2025 marcou a história de Liniker na indústria fonográfica internacional. A artista foi a grande vencedora em três categorias do Grammy Latino:
- Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa: pelo disco Caju;
- Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa: pela faixa-título Caju;
- Melhor Canção em Língua Portuguesa: pelo hit Veludo Marrom.
A faixa Veludo Marrom, inclusive, simboliza a sofisticação técnica do projeto, contando com arranjos de Tiago Costa e a participação dos naipes de cordas e madeiras de músicos da Jazz Sinfônica.
Encontro erudito na Sala São Paulo
A parceria com a orquestra, que já brilha no álbum premiado, foi levada aos palcos na última semana. Liniker realizou dois concertos na Sala São Paulo, no centro da capital paulista, acompanhada pela Brasil Jazz Sinfônica.
Sob a regência do maestro Gustavo Petri, as apresentações celebraram a afinidade artística de longa data entre a cantora e a instituição, reafirmando a versatilidade de Liniker em transitar do pop urbano à grandiosidade da música de concerto.





