Nova licença-paternidade: Entenda as regras e os direitos para casais do mesmo sexo

Com ampliação gradual para até 20 dias, lei sancionada pelo presidente Lula estabelece diretrizes para a equiparação de benefícios em famílias LGBTQIA+.

Licença-paternidade ampliada: veja o que muda para casais do mesmo sexo. (Foto: Reprodução/ChatGPT)
Licença-paternidade ampliada: veja o que muda para casais do mesmo sexo. (Foto: Reprodução/ChatGPT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (31), a lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias. A medida encerra uma espera histórica pela regulamentação de um direito previsto desde a redemocratização, mas a mudança não será imediata: o texto prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação do sistema previdenciário e das empresas.

O cronograma de transição

Até o final de 2026, a regra atual permanece inalterada (cinco dias corridos pagos pelo empregador). A partir de 2027, o aumento escalonado entra em vigor:

Ano de InícioDuração da LicençaResponsável pelo Pagamento
Até 20265 diasEmpresa
202710 diasPrevidência Social (Salário-paternidade)
202815 diasPrevidência Social (Salário-paternidade)
202920 diasPrevidência Social (Salário-paternidade)

Como fica a licença para casais do mesmo sexo?

Um dos pontos mais aguardados da nova legislação é a clareza sobre a aplicação do benefício em configurações familiares diversas. Anteriormente dependente de decisões isoladas do Supremo Tribunal Federal (STF), a regra agora está consolidada:

Importante: A criação do salário-paternidade é o grande diferencial técnico. Ao incorporar o benefício às regras da Previdência Social, o custo deixa de ser exclusivo da empresa, o que tende a reduzir a resistência na contratação de pais e assegura o pagamento do afastamento de forma semelhante ao que já ocorre com as mães.

Segurança jurídica e evolução social

A medida é vista por especialistas em Direito das Famílias como um passo crucial para a isonomia. Embora o STF já tivesse precedentes favoráveis, a transformação desses entendimentos em lei federal minimiza a necessidade de judicialização — ou seja, os pais não precisarão mais, necessariamente, entrar na justiça para garantir o tempo de cuidado com seus filhos.

A transição desenhada pelo Congresso Nacional visa dar fôlego ao mercado, mas, para as famílias, o foco está no reconhecimento do vínculo: o direito ao cuidado não é apenas um benefício trabalhista, mas uma garantia fundamental para o desenvolvimento da criança e para a consolidação dos novos modelos de família no Brasil.

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