
Os corpos de Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, foram encontrados enterrados no último sábado (18) em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente (SP). O casal estava desaparecido há nove dias, após terem sido vistas pela última vez em Praia Grande (SP). A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
Durante as buscas, que foram acompanhadas de perto por familiares e realizadas pelo Corpo de Bombeiros, as autoridades fizeram outra descoberta impressionante: parte de um crânio humano estava na mesma cova. O material passará por perícia para identificação.
O desaparecimento e o mistério das últimas mensagens
Ieda e Fabiana, que mantinham um relacionamento afetivo, sumiram na noite do dia 9. Segundo Luana Thais Faria, de 19 anos, irmã de Fabiana, o alerta acendeu no dia seguinte, quando as duas não compareceram ao trabalho de entregas por aplicativo e os celulares constavam como desligados.

De acordo com o relato da família, os últimos passos do casal foram:
- Almoço em família: O casal esteve com Luana e a irmã mais velha.
- Visita a amigos: Seguiram para a casa de uma amiga, onde permaneceram até por volta das 23h.
- Último aviso: Ao saírem, Ieda e Fabiana informaram que iriam “resolver algumas coisas”, sem dar detalhes.
- Silêncio digital: As últimas mensagens no aplicativo foram recebidas às 23h37 daquela noite. Depois disso, os aparelhos foram desligados.
Carro abandonado perto de Centro de Detenção
No dia 11, dois dias após o sumiço, a Polícia Militar localizou o carro do casal abandonado e aberto ao lado do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande.
Dentro do automóvel estavam bolsas, chaves, documentos e o celular de uma das vítimas. O outro aparelho não foi encontrado. Na ocasião, como ainda não havia um registro formal na Polícia Civil — a família havia sido orientada a retornar à delegacia apenas na segunda-feira (13) —, os parentes foram orientados pela PM a retirar o veículo do local.
Investigação e exames necroscópicos
Devido ao avançado estado de decomposição em que os corpos foram encontrados no bairro Samaritá, não foi possível determinar a causa imediata da morte no local do encontro.
Status da investigação: O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil. Os corpos das duas mulheres e o fragmento de crânio foram encaminhados para exames necroscópicos e periciais para esclarecer como o crime foi cometido e descobrir a identidade da terceira ossada.






