Carnaval: beijo pode transmitir de sapinho a sífilis; saiba se proteger

Sair beijando todo mundo pode trazer consequências para a saúde.

Beijo no Carnaval pode transmitir sífilis, herpes e outras doenças. (Foto: Reprodução/Gemini)
Beijo no Carnaval pode transmitir sífilis, herpes e outras doenças. (Foto: Reprodução/Gemini)

“Eu não espero o carnaval chegar pra ser vadia. Sou todo dia, sou todo dia!”. Carnaval é tempo de festa e paquera, mas sair beijando todo mundo pode trazer consequências para a saúde. Diversas doenças são transmitidas pela boca e pela saliva — e algumas podem ser mais sérias.

Entre as principais estão: a mononucleose, sapinho, herpes, sífilis, covid-19 e gonorreia.

A mononucleose, conhecida, inclusive, como “doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e aparece principalmente em jovens. Os sintomas podem durar até três semanas e incluem febre alta, dor de garganta, dores no corpo e ínguas. Não há vacina, e o tratamento é para aliviar os sintomas, como uso de analgésicos e repouso.

O sapinho, ou candidíase oral, é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans. Ele se manifesta quando o sistema imunológico está mais fraco e provoca manchas brancas na boca. O tratamento costuma ser feito com remédios antifúngicos.

O herpes labial é causado por um vírus e provoca bolhas doloridas nos lábios. Mesmo sem lesão visível, a transmissão pode acontecer. O tratamento é feito com pomadas ou comprimidos indicados pelo médico. Fatores como exposição ao sol, estresse e alterações hormonais podem reativar o vírus.

A sífilis, geralmente transmitida por contato sexual, também pode ser passada pelo beijo se houver lesão na boca. Os sintomas aparecem poucos dias após o contágio, e o tratamento é feito com penicilina, disponível em hospitais.

Covid-19 e gripe também podem ser transmitidas pela saliva, tosse ou espirro. Quem beija alguém infectado pode se contaminar facilmente. A recomendação é evitar o contato próximo se estiver com sintomas.

A gonorreia, causada por bactéria, pode infectar garganta e ser transmitida pelo beijo, principalmente em situações de contato intenso, como no Carnaval. O tratamento é feito com antibióticos.

Para se proteger, evite beijar se estiver com feridas, aftas ou sangramento na boca. Reduzir o número de parceiros ajuda a diminuir os riscos. Fique atento aos sintomas e procure um médico se perceber algo diferente após a folia. Em caso de dúvida, exames podem ajudar a identificar a doença e iniciar o tratamento correto.

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