
Uma mulher transexual foi condenada a 15 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato de uma drag queen no bairro Carlos Prates, na região Oeste de Belo Horizonte. A sentença foi determinada pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri da Capital nesta segunda-feira (22/6), e a ré não poderá recorrer da decisão em liberdade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi cometido no dia 10 de setembro de 2019, no interior do quarto onde a vítima residia sozinha.
Detalhes do crime e fundamentação da pena
A acusação apontou que a ré amarrou a vítima, utilizou um tecido enrolado no pescoço para asfixiá-la e, na sequência, golpeou a cabeça da drag queen contra o chão.
Embora a motivação do homicídio não tenha sido oficialmente esclarecida ao longo do processo judicial, o MPMG sustentou que a acusada agiu por “prazer sádico”.
Ao fixar o tempo de reclusão, a juíza responsável pelo caso levou em consideração dois fatores determinantes:
- A reincidência da acusada em práticas criminosas.
- A ausência de provocação, visto que a vítima não contribuiu de nenhuma forma para o ataque.
Carlos Prates registra segundo caso de violência extrema recente
O veredito desta semana acende o alerta para a violência na região do Carlos Prates, que já havia sido cenário de outro julgamento de grande repercussão há poucos meses.
Em abril deste ano, o 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou uma outra mulher transexual a mais de 21 anos de prisão. Na ocasião, o crime, ocorrido em outubro de 2023, teve como vítima uma travesti.
Segundo as investigações daquele caso, a motivação foi uma disputa por pontos de prostituição no bairro. A ré exigia o pagamento de taxas de outras profissionais do sexo e ordenou a execução da vítima após ela se recusar a pagar os valores cobrados.





