Política

Erika Hilton se pronuncia após avanço de processo no Conselho de Ética: “Não vão me calar”

Deputada federal rebate tentativa de cassação de mandato e perda de direitos políticos por 8 anos, classificando a ação como "caça às bruxas" promovida pela oposição.

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A deputada federal Erika Hilton pronunciou-se publicamente após o avanço de uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados que pede a cassação do seu mandato e a suspensão dos seus direitos políticos pelo período de oito anos. Em forte declaração, a parlamentar classificou a medida como uma manobra de intimidação promovida pela extrema-direita política.

Entenda o caso: tweet fora de contexto e acusações

De acordo com o pronunciamento de Erika Hilton, o processo baseia-se em publicações antigas nas redes sociais que teriam sido retiradas de contexto. A deputada explicou que a postagem citada ocorreu durante um período em que vinha sofrendo sucessivas ameaças de morte, ataques transfóbicos e perseguições por grupos extremistas.

“Pegaram um tweet, tiraram de contexto e fizeram uma grande mentira no momento em que eu era ameaçada de morte. Pegaram a minha defesa e transformaram isso num crime para tentar cassar o meu mandato e os meus direitos políticos.” — Erika Hilton

A parlamentar também criticou a postura do Conselho de Ética, afirmando haver seletividade nas decisões do colegiado e apontando contradições em relação a outros casos arquivados na Casa.

Pautas legislativas e defesa do mandato

Durante a manifestação, Hilton destacou sua atuação parlamentar no Congresso Nacional e sugeriu que a reação de adversários políticos é uma resposta direta ao destaque de suas pautas legislativas. Entre as principais bandeiras mencionadas pela deputada estão:

  • Fim da escala 6×1: Proposta de alteração na jornada de trabalho que ganhou repercussão nacional;
  • População em situação de rua: Autoria de legislação voltada ao trabalho digno e inclusão social;
  • Direitos humanos e diversidade: Defesa do casamento civil igualitário, combate à misoginia e apoio às mulheres na ciência.

Reação e posicionamento político

Erika Hilton reafirmou que continuará o trabalho na Câmara dos Deputados e que não se curvará às pressões. A deputada argumentou que o ataque reflete o incômodo causado pela ocupação de espaços de liderança por pessoas trans e periféricas no poder público.

“Não me calarão, não me intimidarão e não me farão recuar. Sei do meu propósito, sei da importância da minha atuação e do processo histórico que faremos.” — concluiu a deputada.

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