
Uma família da Grande São Paulo busca informações sobre o paradeiro de Iago Carlos da Silva, de 24 anos, desaparecido no Catar desde a última semana. Sem contato com o jovem há quatro dias, os parentes temem que ele tenha sido detido pelas autoridades locais. A principal suspeita da família é de que a abordagem esteja relacionada ao fato de Iago ser um homem LGBTQIA+, grupo historicamente perseguido e cujas identidades e relações são criminalizadas no país do Oriente Médio.
Iago morava há cinco meses na Polônia e aproveitava os últimos dias para fazer um mochilão por diferentes países. A trajetória de viagens, no entanto, foi interrompida abruptamente na capital catari, Doha. A última localização enviada pelo jovem aos familiares aponta para um departamento do Ministério do Interior do Catar responsável por investigações criminais.
Último contato e apelo às autoridades
A última pessoa a conseguir contato com o jovem foi um amigo, por meio de uma mensagem de áudio em que Iago relata estar sendo conduzido por agentes do governo direto do hotel onde se hospedava. Na gravação, ele demonstra apreensão com a abordagem e relata maus-tratos por parte do efetivo policial.
“Estão me deportando ou estão me prendendo? Não sei. Estão me tratando igual bicho. Meu celular está descarregando e eu não vou conseguir falar mais”, disse o jovem no áudio enviado antes de ficar incomunicável.
Diante do silêncio e da falta de informações oficiais, Everton, irmão do brasileiro, acionou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília, e protocolou um pedido de ajuda emergencial junto à Embaixada do Brasil em Doha. Até o momento, as autoridades cataris não emitiram nota oficial sobre o caso.





